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Fundo Amanhã

Jornal do Comércio destaca os quatro anos de impacto do Fundo Amanhã

O trabalho desenvolvido pelo Fundo Amanhã ao longo dos últimos quatro anos ganhou destaque no Jornal do Comércio, em uma reportagem que apresenta os resultados alcançados pela organização e o impacto gerado por meio do investimento em educação. O reconhecimento reforça a relevância de uma trajetória construída coletivamente por doadores, parceiros, conselheiros, voluntários e apoiadores comprometidos com a transformação social.

Desde sua criação, o Fundo Amanhã tem atuado para ampliar oportunidades e fortalecer iniciativas ligadas à comunidade universitária. Nesse período, mais de R$ 5 milhões foram arrecadados, beneficiando diretamente mais de 2,5 mil pessoas. Os números refletem não apenas a mobilização de recursos, mas também o alcance de projetos e ações que contribuem para o desenvolvimento de talentos e para a construção de um futuro com mais oportunidades.

A reportagem também destacou o painel “Do talento ao desenvolvimento: uma agenda comum entre universidade, empresas e o Rio Grande do Sul”, realizado durante a celebração dos quatro anos da organização. O encontro reuniu lideranças de diferentes setores para discutir estratégias capazes de conectar formação, inovação e desenvolvimento econômico, reforçando a importância da atuação conjunta entre universidades, empresas e instituições da sociedade civil.

O reconhecimento da imprensa evidencia a relevância de iniciativas que apostam na educação como ferramenta de transformação. Mais do que celebrar resultados, a publicação reforça o compromisso do Fundo Amanhã em continuar promovendo oportunidades, apoiando talentos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.

A todos que fazem parte dessa trajetória, nosso agradecimento. Cada contribuição, parceria e gesto de apoio fortalece a missão do Fundo Amanhã e torna possível a construção de histórias que geram impacto positivo para toda a sociedade.

Leia a matéria completa em: https://www.jornaldocomercio.com/economia/2026/06/1252101-fundo-que-apoia-projetos-universitarios-chega-aos-4-anos-com-rs-5-milhoes-investidos.html

Tainara Alves: A Redefinição de uma Carreira

A história de Tainara era de incerteza. Com seu estágio no Banrisul chegando ao fim sem perspectivas de efetivação, ela se encontrava em um “Limbo assim sem saber para onde?”. O ponto de inflexão foi a mentoria com Aline, que lhe apresentou a área de auditoria e a empresa EY, um caminho que ela “Jamais eu pensaria em ir”. A intervenção foi direta e transformadora: Tainara se inscreveu no processo seletivo e foi contratada. Ela afirma com “certeza absoluta” que “se eu não tivesse entrado no pertencer eu jamais estaria hoje trabalhando nisso”. O programa não apenas a ajudou a encontrar um emprego; ele a colocou em uma trajetória de carreira inteiramente nova.

Nikolas Cunha: Da Descrença à Reafirmação Profissional

A trajetória de Nikolas começou em um momento de profunda incerteza profissional. Após ser demitido, ele se sentia “meio desacreditado com a minha carreira” e viu no bootcamp uma chance de migrar para a área de dados, mesmo que sua paixão fosse o desenvolvimento web. O programa, no entanto, o levou por um caminho inesperado. A habilidade que adquiriu com a biblioteca Pandas foi crucial em seu processo seletivo na empresa Mente, que, ironicamente, o contratou como desenvolvedor web, sua área de origem. A experiência foi uma reafirmação de seu talento: “E lá eu vi que eu sou bom e tal. Então eu tô ali até hoje”. Para Nikolas, o Fundo foi a ponte que o reconectou com sua própria capacidade, transformando-o de “uma pessoa desacreditada por uma pessoa que acredita mais em si mesmo”.

Laura Dias: Resiliência, Networking e Efetivação

Laura Dias ingressou no programa em um momento pessoalmente desafiador, durante as enchentes que atingiram sua família em Porto Alegre. O projeto foi um refúgio e um motor. A experiência mais marcante foi a viagem a São Paulo, que proporcionou uma forte conexão com os colegas e com hubs de inovação. Ela destaca o desenvolvimento do networking como a principal habilidade adquirida: “achava que eu já era boa nisso, mas depois o fundo nos provocou tanto com isso que a gente que agora eu acho que eu sou Expert”. Durante o programa, ela foi efetivada em seu trabalho em um veículo de comunicação e aprovada para uma mobilidade acadêmica em Portugal. O projeto final, um MVP de inteligência artificial, foi um diferencial que ela conseguiu aplicar diretamente em sua área profissional.

Lara Gross: Da Arquitetura ao Empreendedorismo Inovador

Estudante de Arquitetura, Lara Gross entrou no programa no final do curso, com um forte interesse em “empreender com arquitetura”. O programa superou suas expectativas, abrindo “muitos caminhos”. O networking foi o pilar mais forte de sua experiência; o mentor Gui a conectou com uma pessoa que, por sua vez, a levou a um estágio onde acabou sendo contratada. Além disso, o desafio de apresentar um pitch a ajudou a superar a retração de falar em público que desenvolveu durante a pandemia. Hoje, ela se prepara para abrir seu próprio escritório, mas com uma visão transformada pelo Fundo: “Eu não quero fazer só um escritório de arquitetura, eu quero olhar para outros lados, outras áreas e inovar dentro desse segmento”.

Felipe Luz: A Perspectiva do Catalisador Pragmático

Cursando sua segunda graduação e com experiência profissional, Felipe identificou três áreas cruciais de valor agregado pelo Fundo. Primeiramente, o suporte financeiro e psicológico funcionou como uma rede de segurança. Em segundo lugar, o acesso a locais como o hub de inovação Caldeira e a empresas que ele não teria considerado. O mais importante, para ele, foi a atividade prática, “mão na massa”, que lhe permitiu transcender a teoria: “tirar um pouquinho da daquele conhecimento teórico e colocar na prática para valer”. Sua trajetória valida a percepção de que o Fundo atua como uma ponte essencial entre a academia e o mercado, e ele retribui ativamente como “padrinho” de novos alunos.

Andrey Campos: A Ponte para uma Nova Carreira em Dados

Andrey estava finalizando sua graduação em Física, uma formação que ele descreve como “bem acadêmica”, e havia decidido fazer uma transição de carreira para a área de Ciência de Dados. O bootcamp do Fundo Amanhã apareceu no momento exato, “muito alinhado” com suas expectativas. O programa foi a ponte que ele precisava, fornecendo não apenas as “habilidades de programação” que lhe faltavam, mas também o contato com empresas e uma visão prática do mercado, algo ausente em sua formação original. Essa experiência solidificou sua decisão e o influenciou a seguir para uma pós-graduação na área, dando continuidade direta ao caminho iniciado no bootcamp.

“Eu vejo o fundo amanhã como realmente uma luz no fim do túnel onde se pensa no Impacto social de verdade."

A história de Rayan Raddatz

CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO UFRGS

Estudante de Ciência da Computação da UFRGS, criado pela mãe — única fonte de renda —, vive em Gravataí com a família e enfrenta longos deslocamentos diários até a universidade. Sua trajetória é marcada por disciplina e resiliência: vindo de escola pública, buscou reforço com antigos professores para ingressar no curso e hoje valoriza o ambiente acadêmico, especialmente a biblioteca do Instituto de Informática, onde já atuou como voluntário.

Apaixonado por tecnologia, tem interesse em segurança da informação, ferramentas digitais de impacto social e também na docência. Apesar das dificuldades em disciplinas exigentes, busca apoio por conta própria e já acumula experiências em estágios, cursos complementares e projetos de iniciação científica.

O apoio do Fundo Amanhã tem sido essencial para reduzir os custos de transporte e garantir acompanhamento psicológico, permitindo maior dedicação aos estudos e à preparação para oportunidades de estágio. Atualmente, atua como representante suplente em comissão de pesquisa e prepara, com orientação docente, um jogo educacional sobre circuitos lógicos — um marco de sua determinação em unir ciência, educação e transformação social.

A história de Larissa Ruela

MEDICINA UFRGS

Estudante de Medicina da UFRGS e bolsista do programa Reconstruindo o Amanhã, Larissa Ruela tem sua trajetória marcada por vocação, superação e excelência. Inspirada pelo pai, que perdeu parte da visão, e pelo interesse que desde a infância demonstrava em cuidar dos olhos, construiu o sonho de se tornar oftalmologista. Após concluir o ensino médio, precisou trabalhar para custear o cursinho e enfrentou dificuldades com lacunas do ensino público, mas não desistiu e seguiu determinada em alcançar a universidade.

Com o apoio do Fundo Amanhã, Larissa pôde se dedicar integralmente à graduação, participar de atividades extracurriculares e assumir papéis de liderança, como diretora do Centro Acadêmico de Medicina e coordenadora do Núcleo Científico da Liga de Oftalmologia. Também esteve na linha de frente durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, quando prescreveu óculos emergenciais a pessoas afetadas, mesmo enquanto sua família enfrentava a perda da própria casa.

Em 2024, foi reconhecida com o 1º lugar na categoria Acadêmico da AMRIGS, prêmio concedido às melhores práticas na formação médica, e utilizará o valor recebido para participar do Congresso Brasileiro de Oftalmologia, o maior da América Latina. Seu próximo objetivo é ingressar na residência em oftalmologia, dando continuidade ao propósito de transformar vidas por meio do cuidado com a visão, unindo excelência e empatia.

A história de Julia Alves

MEDICINA UFRGS

Estudante de Medicina da UFRGS e bolsista do programa Reconstruindo o Amanhã, Julia Alves traz em sua trajetória uma combinação de vocação, resiliência e coragem. Desde cedo, sonhava em ajudar o próximo, mesmo diante de limitações financeiras. Durante o ensino médio, teve a chance de ingressar em um cursinho renomado, mas não podia arcar com os materiais — ainda assim, persistiu até conquistar a vaga em um dos cursos mais concorridos da Universidade. Os desafios, porém, não pararam aí: morando longe, enfrentava deslocamentos de até quatro horas diárias, o que restringia sua participação em atividades acadêmicas e extracurriculares.

Em 2024, quando o Rio Grande do Sul foi atingido pelas enchentes, Julia viu sua casa ser tomada pela água e passou mais de um mês sem poder retornar. Mesmo diante da perda, atuou como voluntária em um hospital de campanha, prestando atendimento a dezenas de pessoas e iniciando um artigo científico sobre doenças negligenciadas em contextos de catástrofe. Com o apoio da bolsa, pôde adquirir um computador, investir em sua formação, participar de eventos acadêmicos e utilizar transporte por aplicativo, o que lhe garantiu mais segurança e tempo para se engajar na vida universitária.

Os resultados não tardaram: em um congresso em São Paulo, foi premiada em 1º lugar com seu artigo, e, com persistência, conquistou também uma oportunidade em Harvard após insistir com 26 cartas de candidatura. Determinada e inspiradora, Julia segue firme em sua trajetória para transformar a realidade ao seu redor, provando que dedicação e apoio adequado podem abrir caminhos antes inimagináveis.