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Fundo Amanhã

Relatório de Impacto Estratégico

Amanhã Tech: Transformando Trajetórias na UFRGS

Descubra como o programa potencializa o desempenho e a permanência dos estudantes de computação. Esta análise demonstra o poder do Fundo Amanhã ao comparar a evolução acadêmica acelerada e consistente dos nossos bolsistas em relação aos demais grupos da universidade.

Índice de Desempenho (I3) Taxas de Sucesso e Aprovação Progresso e Créditos

Total da base

600

Bolsistas FA

18

Definição e composição dos três grupos

Grupo 01

Aprovados no processo seletivo FA

Participaram do processo seletivo AmanhãTech e foram selecionados como bolsistas.

18 discentes

Todos cotistas (L1 a L4). Acompanhados desde 2023/2.

Grupo 02

Não aprovados no processo seletivo FA

Participaram do processo seletivo AmanhãTech mas não foram selecionados.

~48 discentes

Maioria cotistas L1 (19). Inclui 10 AC e 9 L4.

Grupo 03

Não participaram do processo seletivo

Demais alunos dos mesmos anos de ingresso que G01 e G02.

~534 discentes

Maioria AC (397). Grupo de referência da população.

Total analisados

600

Com I3 calculado

515

Sem I3 (NAs)

85

Todos G01 e G02

cotistas

Estatísticas do I3-like (todos os grupos misturados)

Mínimo1,0
1º quartil (Q1)5,6
Mediana7,317
Média6,8
3º quartil (Q3)8,532
Máximo10,0

NAs concentrados em G02 e G03 — alunos ativos sem histórico ou com histórico apenas "Afastado".

Distribuição do I3-like por grupo (estimativa baseada nos quartis)

G01 — mediana estimada

~7,5

G02 — mediana estimada

~6,5

G03 — mediana estimada

~7,3

I3 médio global

6,8

Grupo 01 — aprovados FA Grupo 02 — não aprovados Grupo 03 — não participaram

Boxplot simulado a partir dos quartis globais e tendência descrita na análise. G01 tende a ficar acima da mediana global; G02 abaixo.

Composição dos grupos por modalidade de ingresso

G01 total

18

G02 total

48

G03 total

534

G03 só AC

397 (74%)

AC L1 L2 L3 L4 L13/outros

G01 e G02 são 100% cotistas por definição do processo seletivo. G03 é dominado pelo acesso universal.

Taxa de reprovação % por grupo e semestre

G01 — pico máx.

14,3%

G02 — pico máx.

46,4%

G03 — pico máx.

18,4%

G01 ≈ G03?

Sim

Grupo 01 Grupo 02 Grupo 03

CIC — % normalizado pelo total de matrículas do grupo. G01 se assemelha ao G03; G02 tem picos acentuados em 2023/2 e 2025/1.

Taxa de aprovação % por grupo — visão completa (aprovados + cancelamentos + reprovações)

Aprovados Cancelamentos Reprovações

CIC — Grupo 01. Aprovações sempre acima de 70%; cancelamentos elevados em 2024/1 (25%).

Créditos obrigatórios aprovados por pessoa — por semestre (2023/2–2024/2)

G01 sempre lidera

3/3 sem.

Obrigatórios CIC

152 cr.

Obrigatórios ECP

160 cr.

Normalização

por pessoa

Grupo 01 — aprovados FA Grupo 02 — não aprovados Grupo 03 — não participaram

Créditos aprovados ÷ tamanho do grupo. Análise descrita como "G01 superior consistentemente nos três semestres".

TRI — taxa de integralização dos créditos obrigatórios (%) por grupo e ingresso

TRI definição

créditos cursados ÷ total do curso × 100

Melhor TRI

G01 / 2023/2

Facetas

3 ingressos

Escala

0 – 100%

Grupo 01 Grupo 02 Grupo 03

Selecione o ingresso:

Ingresso 2023/2 — G01 tem distribuição de TRI superior, com mediana mais alta que G02 e G03.

I3-like: bolsistas FA vs. demais (mesma modalidade) — com tamanho de amostra

FA supera em todas

5/5 mod.

Maior diferença L3

+2,17

Menor diferença AC

+0,61

FA L3 (N=68)

9,16

Bolsistas FA (N indicado) Demais — mesma modalidade (N indicado) Referência: I3 global 6,91

Disciplinas de referência: apenas as cursadas pelos bolsistas FA. N = número de matrículas na base de comparação.

Top 10 disciplinas onde FA mais supera os pares (distância I3)

Maior distância

+6,21

Total com dist > 0,5

92 pares

FA > Resto em

100%

Filtro AC excluído

só cotas

I3 FA (bolsistas) I3 Resto (mesma cota)

Todas as setas apontam para cima: FA sempre superior. Disciplinas teóricas avançadas mostram maiores diferenças.

Bolsistas e comunidade Amanhã Tech

Conheça alguns dos bolsistas do Programa.

Rayan, bolsista do AmanhãTech
RayanBolsista AmanhãTech
Foto com vários bolsistas do AmanhãTech
Turma AmanhãTechEncontro de bolsistas
Ana Neves, bolsista do AmanhãTech
Ana NevesBolsista AmanhãTech
Karina, bolsista do AmanhãTech
KarinaBolsista AmanhãTech
Bruna Rosa, bolsista do AmanhãTech
Bruna RosaBolsista AmanhãTech
Antonio, bolsista do AmanhãTech
AntonioBolsista AmanhãTech
Davi, bolsista do AmanhãTech
DaviBolsista AmanhãTech
Humberto, bolsista do AmanhãTech
HumbertoBolsista AmanhãTech
Luiz Antonio, bolsista do AmanhãTech
Luiz AntonioBolsista AmanhãTech

Referência de autoria e análise

Professor da UFRGS - Computação

Author: Lucas Mello Schnorr <schnorr@inf.ufrgs.br>

Created: 2026-02-27 Fri 15:06

Tainara Alves: A Redefinição de uma Carreira

A história de Tainara era de incerteza. Com seu estágio no Banrisul chegando ao fim sem perspectivas de efetivação, ela se encontrava em um “Limbo assim sem saber para onde?”. O ponto de inflexão foi a mentoria com Aline, que lhe apresentou a área de auditoria e a empresa EY, um caminho que ela “Jamais eu pensaria em ir”. A intervenção foi direta e transformadora: Tainara se inscreveu no processo seletivo e foi contratada. Ela afirma com “certeza absoluta” que “se eu não tivesse entrado no pertencer eu jamais estaria hoje trabalhando nisso”. O programa não apenas a ajudou a encontrar um emprego; ele a colocou em uma trajetória de carreira inteiramente nova.

Rayan Raddatz: disciplina e talento levam à conquista de uma bolsa de estudos na França

Rayan Raddatz, bolsista da primeira edição do Amanhã Tech e estudante de Ciência da Computação da UFRGS, foi contemplado com uma bolsa para realizar pesquisa científica no LIG – Laboratoire d’Informatique de Grenoble, na França. A oportunidade, conquistada por mérito acadêmico, é promovida pelo Instituto Franco, mantenedor do Amanhã Tech.

Com excelente desempenho acadêmico (I3: 9,89), Rayan se destaca pela atuação em iniciação científica e produção de artigos na área de Computação de Alto Desempenho (HPC). Já teve um artigo aceito na SSCAD e possui outro trabalho submetido a uma conferência de referência na área. Seus principais interesses de pesquisa incluem HPC, automação e ciência de dados.

Thayssa Leão: excelente desempenho proporciona bolsa de estudos na França

Thayssa é estudante de Ciência da Computação, com 37,37% do currículo integralizado e previsão de conclusão em 2028/1. Atualmente participa do programa Digitalization SAP paraa mulheres e possui uma bagagem diversificada em projetos de extensão, PET, Lobo Games, aulas no Pasqualine e no próprio Digitalization SAP. No momento, prefere iniciar um estágio mais adiante, quando se sentir mais preparada para aproveitar melhor as oportunidades da faculdade, considerando também aspectos financeiros em suas decisões futuras.

Ela tem interesse em Robótica e Segurança de Dados e demonstra forte inclinação para a área acadêmica. Pretende iniciar uma Iniciação Científica no próximo ano para explorar esse interesse e, futuramente, fazer mestrado. Um de seus principais motivadores para ingressar no curso foi o desejo de ser professora, e ela apresenta evolução significativa desde o início do curso, mantendo um bom desempenho acadêmico (I3: 8,26).

Lara Gross: Da Arquitetura ao Empreendedorismo Inovador

Estudante de Arquitetura, Lara Gross entrou no programa no final do curso, com um forte interesse em “empreender com arquitetura”. O programa superou suas expectativas, abrindo “muitos caminhos”. O networking foi o pilar mais forte de sua experiência; o mentor Gui a conectou com uma pessoa que, por sua vez, a levou a um estágio onde acabou sendo contratada. Além disso, o desafio de apresentar um pitch a ajudou a superar a retração de falar em público que desenvolveu durante a pandemia. Hoje, ela se prepara para abrir seu próprio escritório, mas com uma visão transformada pelo Fundo: “Eu não quero fazer só um escritório de arquitetura, eu quero olhar para outros lados, outras áreas e inovar dentro desse segmento”.

Felipe Luz: A Perspectiva do Catalisador Pragmático

Cursando sua segunda graduação e com experiência profissional, Felipe identificou três áreas cruciais de valor agregado pelo Fundo. Primeiramente, o suporte financeiro e psicológico funcionou como uma rede de segurança. Em segundo lugar, o acesso a locais como o hub de inovação Caldeira e a empresas que ele não teria considerado. O mais importante, para ele, foi a atividade prática, “mão na massa”, que lhe permitiu transcender a teoria: “tirar um pouquinho da daquele conhecimento teórico e colocar na prática para valer”. Sua trajetória valida a percepção de que o Fundo atua como uma ponte essencial entre a academia e o mercado, e ele retribui ativamente como “padrinho” de novos alunos.

Guilherme: Mais autonomia para transformar talento em conquistas

Guilherme é estudante de Licenciatura em Letras – Português e Inglês na UFRGS e encontrou no Adote um Aluno um apoio fundamental para seguir sua trajetória acadêmica com mais autonomia.

Cotista, ele precisou conciliar desde os primeiros semestres a graduação com bolsas e trabalhos para se manter em Porto Alegre. Com uma formação que inclui quatro estágios obrigatórios e não remunerados, chegou a enfrentar uma rotina de sobrecarga, com pouco espaço para os estudos, o lazer e até mesmo para uma de suas grandes paixões: a escrita.

A chegada ao Adote um Aluno mudou essa dinâmica. Com o apoio financeiro e uma carga menor de compromissos, Guilherme conseguiu dedicar mais tempo à universidade, aos estágios, à vida pessoal e também à produção de seus próprios textos.

Foi nesse período que uma conquista especial aconteceu. Guilherme inscreveu suas produções no Concurso Rasuras, promovido pelo curso de Escrita Criativa da PUCRS, e foi premiado em duas categorias: conquistou medalha de ouro em crônica e prata em poesia, sendo o único participante medalhista em duas categorias. Além do reconhecimento, teve seus textos publicados em livro — uma realização especialmente significativa para quem escolheu as Letras por sua paixão pela escrita.

Hoje, Guilherme já concluiu dois dos quatro estágios da graduação, ambos com conceito A, e segue ampliando sua experiência profissional em um projeto do Ministério da Cultura em parceria com a UFRGS, ligado à escrita criativa.

Para ele, essas conquistas também carregam um pouco do impacto do Adote um Aluno: mais do que uma bolsa, o programa proporcionou tempo, autonomia e condições para que pudesse permanecer na universidade, desenvolver seu talento e aproveitar oportunidades que estão ajudando a construir seu futuro.

A história de Vandré Farias

RELAÇÕES PÚBLICAS UFRGS

Algumas oportunidades mudam o rumo de uma carreira. Para Vandré Farias, estudante de Relações Públicas da UFRGS, o Bootcamp em Data Science foi um marco nessa trajetória.

Ao participar da 4ª edição do programa, Vandré desenvolveu novas competências, ampliou sua rede de contatos e vivenciou desafios que o aproximaram do mercado de tecnologia. A experiência foi determinante para a conquista de uma oportunidade na EvcomX, empresa apoiadora do Fundo Amanhã, onde hoje atua como Product Owner Junior.

Mais do que uma conquista profissional, essa trajetória demonstra o impacto de iniciativas que conectam estudantes a experiências reais e criam pontes entre aniversidade e o mercado de trabalho.

Além de sua atuação na EvcomX, Vandré também é sócio-proprietário do Corre Canoas e voluntário em projetos como o Minuano Mentoria e o EA Alumni, mantendo o compromisso de contribuir para o desenvolvimento de outros estudantes.

Histórias como a dele traduzem o propósito do Bootcamp: oferecer formação prática, aproximar talentos de empresas e criar oportunidades capazes de transformar carreiras. Porque, muitas vezes, um primeiro passo é tudo o que falta para mudar uma trajetória.

Apaixonado por tecnologia, tem interesse em segurança da informação, ferramentas digitais de impacto social e também na docência. Apesar das dificuldades em disciplinas exigentes, busca apoio por conta própria e já acumula experiências em estágios, cursos complementares e projetos de iniciação científica.

O apoio do Fundo Amanhã tem sido essencial para reduzir os custos de transporte e garantir acompanhamento psicológico, permitindo maior dedicação aos estudos e à preparação para oportunidades de estágio. Atualmente, atua como representante suplente em comissão de pesquisa e prepara, com orientação docente, um jogo educacional sobre circuitos lógicos — um marco de sua determinação em unir ciência, educação e transformação social.

A história de Bruna Rosa

Ciência da Computação UFRGS

A ciência produzida por nossos bolsistas continua ultrapassando fronteiras. A estudante Bruna Rosa, apoiada pelo Fundo Amanhã, é autora de um artigo científico publicado em uma revista internacional da American Astronomical Society.

Em seu trabalho, Bruna desenvolveu uma ferramenta chamada elma, capaz de medir automaticamente o tamanho das barras de galáxias espirais, que são estruturas formadas por bilhões de estrelas que ajudam os astrônomos a compreender como as galáxias surgem, evoluem e se transformam ao longo do tempo.

O grande diferencial da pesquisa é a automação desse processo. Com o aumento de imagens produzidas por telescópios de última geração, como o James Webb Space Telescope (JWST), ferramentas como a desenvolvida por Bruna permitem analisar milhares de galáxias de forma rápida, padronizada e confiável, contribuindo para descobertas sobre a evolução do Universo.

Essa conquista demonstra como o investimento na permanência estudantil vai muito além do apoio financeiro: ele cria condições para que talentos desenvolvam pesquisas de alto impacto e levem o nome da UFRGS e da ciência brasileira para o cenário internacional.

A história de Julia Alves

MEDICINA UFRGS

Estudante de Medicina da UFRGS e bolsista do programa Reconstruindo o Amanhã, Julia Alves traz em sua trajetória uma combinação de vocação, resiliência e coragem. Desde cedo, sonhava em ajudar o próximo, mesmo diante de limitações financeiras. Durante o ensino médio, teve a chance de ingressar em um cursinho renomado, mas não podia arcar com os materiais — ainda assim, persistiu até conquistar a vaga em um dos cursos mais concorridos da Universidade. Os desafios, porém, não pararam aí: morando longe, enfrentava deslocamentos de até quatro horas diárias, o que restringia sua participação em atividades acadêmicas e extracurriculares.

Em 2024, quando o Rio Grande do Sul foi atingido pelas enchentes, Julia viu sua casa ser tomada pela água e passou mais de um mês sem poder retornar. Mesmo diante da perda, atuou como voluntária em um hospital de campanha, prestando atendimento a dezenas de pessoas e iniciando um artigo científico sobre doenças negligenciadas em contextos de catástrofe. Com o apoio da bolsa, pôde adquirir um computador, investir em sua formação, participar de eventos acadêmicos e utilizar transporte por aplicativo, o que lhe garantiu mais segurança e tempo para se engajar na vida universitária.

Os resultados não tardaram: em um congresso em São Paulo, foi premiada em 1º lugar com seu artigo, e, com persistência, conquistou também uma oportunidade em Harvard após insistir com 26 cartas de candidatura. Determinada e inspiradora, Julia segue firme em sua trajetória para transformar a realidade ao seu redor, provando que dedicação e apoio adequado podem abrir caminhos antes inimagináveis.