Estamos a transferi-lo para o Portal de Seleções e Eventos do Fundo Amanhã, processado pela plataforma MeritumTech.
A história de Tainara era de incerteza. Com seu estágio no Banrisul chegando ao fim sem perspectivas de efetivação, ela se encontrava em um “Limbo assim sem saber para onde?”. O ponto de inflexão foi a mentoria com Aline, que lhe apresentou a área de auditoria e a empresa EY, um caminho que ela “Jamais eu pensaria em ir”. A intervenção foi direta e transformadora: Tainara se inscreveu no processo seletivo e foi contratada. Ela afirma com “certeza absoluta” que “se eu não tivesse entrado no pertencer eu jamais estaria hoje trabalhando nisso”. O programa não apenas a ajudou a encontrar um emprego; ele a colocou em uma trajetória de carreira inteiramente nova.
A trajetória de Nikolas começou em um momento de profunda incerteza profissional. Após ser demitido, ele se sentia “meio desacreditado com a minha carreira” e viu no bootcamp uma chance de migrar para a área de dados, mesmo que sua paixão fosse o desenvolvimento web. O programa, no entanto, o levou por um caminho inesperado. A habilidade que adquiriu com a biblioteca Pandas foi crucial em seu processo seletivo na empresa Mente, que, ironicamente, o contratou como desenvolvedor web, sua área de origem. A experiência foi uma reafirmação de seu talento: “E lá eu vi que eu sou bom e tal. Então eu tô ali até hoje”. Para Nikolas, o Fundo foi a ponte que o reconectou com sua própria capacidade, transformando-o de “uma pessoa desacreditada por uma pessoa que acredita mais em si mesmo”.
Laura Dias ingressou no programa em um momento pessoalmente desafiador, durante as enchentes que atingiram sua família em Porto Alegre. O projeto foi um refúgio e um motor. A experiência mais marcante foi a viagem a São Paulo, que proporcionou uma forte conexão com os colegas e com hubs de inovação. Ela destaca o desenvolvimento do networking como a principal habilidade adquirida: “achava que eu já era boa nisso, mas depois o fundo nos provocou tanto com isso que a gente que agora eu acho que eu sou Expert”. Durante o programa, ela foi efetivada em seu trabalho em um veículo de comunicação e aprovada para uma mobilidade acadêmica em Portugal. O projeto final, um MVP de inteligência artificial, foi um diferencial que ela conseguiu aplicar diretamente em sua área profissional.
Estudante de Arquitetura, Lara Gross entrou no programa no final do curso, com um forte interesse em “empreender com arquitetura”. O programa superou suas expectativas, abrindo “muitos caminhos”. O networking foi o pilar mais forte de sua experiência; o mentor Gui a conectou com uma pessoa que, por sua vez, a levou a um estágio onde acabou sendo contratada. Além disso, o desafio de apresentar um pitch a ajudou a superar a retração de falar em público que desenvolveu durante a pandemia. Hoje, ela se prepara para abrir seu próprio escritório, mas com uma visão transformada pelo Fundo: “Eu não quero fazer só um escritório de arquitetura, eu quero olhar para outros lados, outras áreas e inovar dentro desse segmento”.
Cursando sua segunda graduação e com experiência profissional, Felipe identificou três áreas cruciais de valor agregado pelo Fundo. Primeiramente, o suporte financeiro e psicológico funcionou como uma rede de segurança. Em segundo lugar, o acesso a locais como o hub de inovação Caldeira e a empresas que ele não teria considerado. O mais importante, para ele, foi a atividade prática, “mão na massa”, que lhe permitiu transcender a teoria: “tirar um pouquinho da daquele conhecimento teórico e colocar na prática para valer”. Sua trajetória valida a percepção de que o Fundo atua como uma ponte essencial entre a academia e o mercado, e ele retribui ativamente como “padrinho” de novos alunos.
Algumas oportunidades mudam o rumo de uma carreira. Para Vandré Farias, estudante de Relações Públicas da UFRGS, o Bootcamp em Data Science foi um marco nessa trajetória.
Ao participar da 4ª edição do programa, Vandré desenvolveu novas competências, ampliou sua rede de contatos e vivenciou desafios que o aproximaram do mercado de tecnologia. A experiência foi determinante para a conquista de uma oportunidade na EvcomX, empresa apoiadora do Fundo Amanhã, onde hoje atua como Product Owner Junior.
Mais do que uma conquista profissional, essa trajetória demonstra o impacto de iniciativas que conectam estudantes a experiências reais e criam pontes entre aniversidade e o mercado de trabalho.
Além de sua atuação na EvcomX, Vandré também é sócio-proprietário do Corre Canoas e voluntário em projetos como o Minuano Mentoria e o EA Alumni, mantendo o compromisso de contribuir para o desenvolvimento de outros estudantes.
Histórias como a dele traduzem o propósito do Bootcamp: oferecer formação prática, aproximar talentos de empresas e criar oportunidades capazes de transformar carreiras. Porque, muitas vezes, um primeiro passo é tudo o que falta para mudar uma trajetória.
Estudante de Ciência da Computação da UFRGS, criado pela mãe — única fonte de renda —, vive em Gravataí com a família e enfrenta longos deslocamentos diários até a universidade. Sua trajetória é marcada por disciplina e resiliência: vindo de escola pública, buscou reforço com antigos professores para ingressar no curso e hoje valoriza o ambiente acadêmico, especialmente a biblioteca do Instituto de Informática, onde já atuou como voluntário.
Apaixonado por tecnologia, tem interesse em segurança da informação, ferramentas digitais de impacto social e também na docência. Apesar das dificuldades em disciplinas exigentes, busca apoio por conta própria e já acumula experiências em estágios, cursos complementares e projetos de iniciação científica.
O apoio do Fundo Amanhã tem sido essencial para reduzir os custos de transporte e garantir acompanhamento psicológico, permitindo maior dedicação aos estudos e à preparação para oportunidades de estágio. Atualmente, atua como representante suplente em comissão de pesquisa e prepara, com orientação docente, um jogo educacional sobre circuitos lógicos — um marco de sua determinação em unir ciência, educação e transformação social.
A ciência produzida por nossos bolsistas continua ultrapassando fronteiras. A estudante Bruna Rosa, apoiada pelo Fundo Amanhã, é autora de um artigo científico publicado em uma revista internacional da American Astronomical Society.
Em seu trabalho, Bruna desenvolveu uma ferramenta chamada elma, capaz de medir automaticamente o tamanho das barras de galáxias espirais, que são estruturas formadas por bilhões de estrelas que ajudam os astrônomos a compreender como as galáxias surgem, evoluem e se transformam ao longo do tempo.
O grande diferencial da pesquisa é a automação desse processo. Com o aumento de imagens produzidas por telescópios de última geração, como o James Webb Space Telescope (JWST), ferramentas como a desenvolvida por Bruna permitem analisar milhares de galáxias de forma rápida, padronizada e confiável, contribuindo para descobertas sobre a evolução do Universo.
Essa conquista demonstra como o investimento na permanência estudantil vai muito além do apoio financeiro: ele cria condições para que talentos desenvolvam pesquisas de alto impacto e levem o nome da UFRGS e da ciência brasileira para o cenário internacional.
Estudante de Medicina da UFRGS e bolsista do programa Reconstruindo o Amanhã, Julia Alves traz em sua trajetória uma combinação de vocação, resiliência e coragem. Desde cedo, sonhava em ajudar o próximo, mesmo diante de limitações financeiras. Durante o ensino médio, teve a chance de ingressar em um cursinho renomado, mas não podia arcar com os materiais — ainda assim, persistiu até conquistar a vaga em um dos cursos mais concorridos da Universidade. Os desafios, porém, não pararam aí: morando longe, enfrentava deslocamentos de até quatro horas diárias, o que restringia sua participação em atividades acadêmicas e extracurriculares.
Em 2024, quando o Rio Grande do Sul foi atingido pelas enchentes, Julia viu sua casa ser tomada pela água e passou mais de um mês sem poder retornar. Mesmo diante da perda, atuou como voluntária em um hospital de campanha, prestando atendimento a dezenas de pessoas e iniciando um artigo científico sobre doenças negligenciadas em contextos de catástrofe. Com o apoio da bolsa, pôde adquirir um computador, investir em sua formação, participar de eventos acadêmicos e utilizar transporte por aplicativo, o que lhe garantiu mais segurança e tempo para se engajar na vida universitária.
Os resultados não tardaram: em um congresso em São Paulo, foi premiada em 1º lugar com seu artigo, e, com persistência, conquistou também uma oportunidade em Harvard após insistir com 26 cartas de candidatura. Determinada e inspiradora, Julia segue firme em sua trajetória para transformar a realidade ao seu redor, provando que dedicação e apoio adequado podem abrir caminhos antes inimagináveis.